Quando se fala de sofrimento psíquico é comum o questionamento sobre a eficácia dos métodos terapêuticos existentes, algumas pessoas têm dúvida sobre o uso dos medicamentos e sobre a necessidade ou não da psicoterapia juntamente com a administração dos remédios; embora cada caso seja avaliado individualmente é importante tentar esclarecer algumas dúvidas em relação ao tema.

Quando há sofrimento psíquico, seja com uma ansiedade excessiva ou uma depressão, ou outros sintomas de cunho psicológico, alguns pacientes resistem a consultas com psiquiatras, pois associam ainda com a idéia de loucura; já outros resistem a consultas com psicólogos, pois imaginam que não tem nada para falar, desejando recorrer somente ao medicamento.

Apesar das particularidades de cada paciente, de maneira geral é recomendada a combinação da psicoterapia, realizada por um psicólogo e de uma terapia medicamentosa, realizada por um médico psiquiatra; assim são esperados resultados mais satisfatórios do que tratamentos realizados de forma individual.

Por exemplo, os sintomas podem ser tratados pelo remédio, com uma diminuição do que está incomodando, mas a resolução dependerá dos conteúdos envolvidos no problema, que será trabalhado na terapia; caso isso não seja feito, quando há suspensão do medicamento os sintomas podem voltar.

Há casos que é impossível conduzir uma psicoterapia sem medicamento, e claro, há casos que não há necessidade de medicamentos, por isso é recomendado à procura por profissionais de saúde mental, para a discussão do que se encaixa melhor em cada caso.