Elogiar uma criança quando ela faz um comportamento desejável é muito recomendável, reforça para a criança que aquilo que ela faz é bom e a família reconhece esse ponto também. É comum crianças reclamarem que os pais “só dão bronca”, o que deixa a criança desmotivada para tentar mudar um comportamento, por exemplo.

Procure então, elogiar mais do que criticar. Elogios verdadeiros e pautados no esforço ajudam a criança a decidir sua postura em uma determinada situação.

Uma dica valiosa é também ignorar maus comportamentos quando não apresentam riscos para as crianças e para outros e oferecer bastante atenção quando ela se comporta bem.

Claro que isso não vai mudar rapidamente, mas à medida que a criança percebe essa postura da família, tende a começar a escolher comportamentos mais saudáveis, pois entende que quando se comporta de maneira adequada, também tem boa consequência dos seus atos como atenção dos pais e elogios verdadeiros.

É importante citar que não estou falando de recompensas materiais, pois isso atrapalha o desenvolvimento saudável, e a criança começa a se comportar sempre esperando algo em troca. Quando cito o elogio, me refiro ao reforço emocional, ligado aos sentimentos de satisfação, emoções positivas, atenção e carinho, por exemplo.

Dessa forma, a criança vai experimentar uma sensação positiva quando percebe que o seu comportamento foi reconhecido, aprende que vale a pena se comportar dessa forma, pois prevalece uma situação positiva com os seus genitores.

Portanto, o melhor reforço para uma criança é reconhecer o esforço da criança. Trago dois exemplos para ilustrar essa situação: Quando uma criança começa a arrumar o seu quarto: Filho (a), que bom você está guardando as suas coisas, estou feliz por você, pois está sendo responsável com as suas coisas e isso é muito bom. Agora vamos supor que você prometa para a criança que se ela arrumar o quarto, vai ganhar alguma coisa. Essa postura não valoriza a responsabilidade da criança, apenas mostra que arrumar o que bagunçou é um meio para obter algo, ou seja, não traz a noção de responsabilidade.

Portanto a criança precisa compreender que todos os seus comportamentos têm uma consequência, tanto os negativos como os positivos. Dessa forma, a criança pode escolher como se comporta em determinada situação pensando na consequência dos seus atos.

* Texto publicado originalmente no blog do Descobrindo Crianças: A infância sob o olhar da Psicologia