A maioria das meninas ficam interessadas pelas coisas da mãe, e por consequência começa a surgir o interesse em imitá-las; qual menina nunca brincou com as roupas, sapatos e maquiagem da mãe? Ou qual menino nunca imitou o pai se barbeando?

 Esse comportamento é comum na nossa cultura, que é uma maneira de identificação com o mundo adulto, mas algum problema pode surgir quando essa imitação vira uma espécie de culto à beleza, pautada pelo ideal de adultos. Qual seria portando o limite entre uma vaidade saudável e uma vaidade precoce excessiva?

Geralmente os meninos não excedem, quando o assunto é vaidade, pois por uma própria questão cultural o comportamento masculino não é reforçado para que seja “vaidoso”, enquanto que as meninas são mais estimuladas para a vaidade, não é a toa que marcas fazem produtos específicos para as crianças, o que inclui cheiros e cores especificas que atraem facilmente os olhares infantis.

É importante que os pais saibam dosar o limite entre o querer e o poder usar determinados produtos. Inicialmente é importante frisar que é normal esse comportamento de imitação, que pode se apresentar em momentos de brincadeira, relacionados aos objetos da mãe, uma espécie de “treino” para o mundo feminino.

Mas é preciso saber dosar essa vaidade, para que não se torne obsessiva, como por exemplo, uma criança que não brinca com outras crianças porque não quer sujar a roupa, ou começa a desenvolver uma preocupação demasiada relacionada à vaidade, seja pela sua própria aparência ou dos outros, esses comportamentos acabam mudando as preocupações infantis e antecipando uma fase do desenvolvimento, o que pode acarretar algum tipo de problema.

Os pais são peça fundamental nesse processo, sabendo dosar o que é ou não saudável no comportamento do filho, é importante estar atendo a sua própria vaidade – será que esse comportamento é uma espécie de um reflexo de um comportamento infantil excessivo que a criança está imitando? – além de saber diferenciar quais momentos bem como a frequência podem ser utilizados pela criança.

Portanto, é importante que os pais utilizem o diálogo com a criança, visando promover sempre o bem-estar da criança, bem como sua autoestima, para que aprenda a se valorizar e gostar de si mesma do jeito que é.