No dia 2 de Novembro, denominado pela igreja católica como dia de finados observamos que desde o século II havia o costume de rezar pelos mortos, costume que muda de acordo com a religião e contexto histórico.

Mesmo com o passar do tempo, a morte – e falar dela – representa uma espécie de tabu, pois não se fala abertamente, e é comum até o sentimento de negação, mas ela teima em aparecer, seja com familiares, amigos próximos ou mortes de pessoas famosas ou desconhecidas que nos chocam, assustam e acabam deixando cada um intrigado com a sua própria morte e a de seus entes queridos.

Desde a infância não somos preparados para perdas, das mais simples perdas diárias a mais complexas como a morte, e quando ela acontece surge inúmeros sentimentos que podem passar de um luto normal a um processo de luto patológico e o aparecimento de algumas patologias ou algum tipo de transtorno.

Freud já falava sobre o processo de elaboração do luto ou o fracasso desse que o acarretaria na melancolia, frisando o papel que cada um que morre representa para a pessoa.

Em um processo de luto normal espera-se que a pessoa depois de um tempo recupere a sua vida normal, suas atividades rotineiras e o prazer nessas; já em um processo de luto patológico com o passar do tempo a pessoa não recupera suas atividades de maneira normal, em um período mais longo. Nesse último caso, muitas vezes pessoas recorrem a procura de uma psicoterapia, para a elaboração do luto.

Muitos hospitais já contam com a presença de um psicólogo na equipe de saúde, assim podem auxiliar tanto o paciente como os familiares para a fatalidade. Caso seja casos de morte súbita é comum algum tipo de “desespero”, que precisam ser expressadas de maneira verbal para auxiliar no processo de elaboração.