Muito se fala atualmente sobre o Bullying, mas parece que o termo – utilizado há pouco tempo no Brasil – está sendo utilizado de forma generalizada já que podemos considerar o bullying como uma série de agressões intencionais, que podem ser físicas, psicológicas e morais entre pares no ambiente escolar e não qualquer tipo de ofensas.

Apesar das tragédias do realengo, por exemplo, trazerem a tona o debate em relação ao bullying, parece que não é realizado debates eficientes tanto para prevenir como para combater esse tipo de violência, seja no próprio ambiente escolar como nas famílias, que podem tanto ter filhos agressores como os que sofrem da violência.

Parece que há uma discussão em torno de quem é o problema, e de quem deve resolvê-lo, assim perde-se tempo ao invés de refletirmos sobre o próprio bullying, que por ser um debate atual parece que nunca existiu. Afinal o bullying não é também um problema social e de todos nós? Afinal os comportamentos dos adolescentes e crianças não são pautados pela própria lógica social que impõe uma série de características que temos que possuir para pertencer a aos grupos?

Por isso considero importante um debate reflexivo em torno do papel dos pais e da própria escola enquanto parceiros na prevenção e intervenção contra esse tipo de violência, seja com projetos específicos para falar abertamente sobre o bullying, ou com os próprios pais que passam valores e transmissão de regras para seus filhos.

O primeiro passo é reconhecer e saber diferenciar o bullying de outros conflitos escolares, para assim poder começar ações tanto reparadoras como preventivas; muitos projetos que estão dando certo no exterior estão sendo importados para a realidade brasileira, que tem por foco inicialmente a prevenção, e que trabalham, por exemplo com o conceito da empatia, ou seja, a capacidade de se colocar no lugar do outro. Além dessas ações é importante citar também o  acompanhamento tanto da vítima quanto do agressor.