Segundo a revista Mente e Cérebro, grande parte das pessoas enfrenta em algum momento da vida, transtornos relacionados à saúde mental, que podem ser tratados, como por exemplo, a depressão e o estresse; mas um dos fatores que dificuldade o tratamento ainda é o preconceito que faz com que muitas pessoas adiam um tratamento, ou não procurem um profissional.

No decorrer da vida, é comum passarmos por momentos difíceis e a partir disso questionarmos se determinado comportamento é considerado “normal”, ou ainda se estaria no momento de buscar ajuda profissional.

Ainda segundo a revista a preocupação faz sentido, já que quase a metade da população do planeta apresenta algum tipo de transtorno durante a vida:

 “Infelizmente, porém, em cerca de dois terços dos casos os problemas comportamentais e emocionais jamais são diagnosticados e acompanhados, embora muitos deles possam ser tratados de maneira eficaz. Mais de 80% das pessoas com depressão grave, por exemplo, são capazes de se beneficiar significativamente da combinação de medicação e terapia”.

Uma das causas que mais dificuldade a procura por terapia é o preconceito; ainda permanecem os estigmas que psicoterapia é “coisa para louco”, ou ainda receios em relação a própria psicoterapia, como por exemplo, o que o “profissional pode descobrir”, ou ainda que  “ninguém pode me ajudar”. São comuns pensamentos também em relação ao que outras pessoas podem pensar.

Infelizmente muitas pessoas permanecem com esses pensamentos por muito tempo, o que dificulta o seu estado até que decida procurar ajuda.

Assim, quando procuram ajuda a maioria espera encontrar um nome, ou diagnóstico ou uma solução para os seus problemas, assim, nem sempre é fácil que o paciente compreenda que inicialmente precisa-se compreender o que se passa com ele, assim poderá se responsabilizar pelo seu próprio tratamento.

Atualmente, muitos profissionais trabalham de maneira que o mais importante seja reduzir a situação conflitante para a vida do paciente, para que isso ocorra é importante ouvir o paciente, entender a sua lógica, seus sintomas e as suas dificuldades.

Referência: Mente e Cérebro, Edição 216. Duetto. Janeiro de 2011.