Nos últimos anos houve uma proliferação dos casos de transtornos alimentares na população como anorexia nervosa, bulimia nervosa e obesidade, não é a toa que grandes centros urbanos há ambulatórios específicos para o tratamento médico e psicológico desses quadros.

Há também o grande debate sobre como as dietas e exercícios físicos podem auxiliar na saúde na população, que também passou a se preocupar mais com esses hábitos. Essas discussões estão relacionadas também com o conceito de que um corpo bonito e saudável é consequência de um corpo magro, o que acaba levando pessoas, principalmente mulheres, a sacrifícios em busca desse ideal de corpo.

Todos esses sacrifícios excessivos – que podem incluir dietas radicais e sem acompanhamento nutricional, quantidade alta de exercícios físicos – podem acabar resultando em um desses transtornos. Começarei a falar hoje sobre a bulimia nervosa, que tem por característica essencial episódios de ingestão excessiva de alimentos e métodos compensatórios inadequados para evitar ganho de peso, que podem incluir auto-indução de vômitos, uso indiscriminado de laxantes ou diuréticos ou alguma espécie de jejuns e exercícios físicos excessivos.

Um episódio bulímico é definido pela ingestão, em um período limitado de tempo, de uma quantidade de alimento – definitivamente maior do que a maioria dos indivíduos consumiria sob circunstâncias similares – tipicamente incluem doces e alimentos com alto teor calórico, tais como sorvetes ou bolos. Depois desses episódios que começara os métodos compensatórios.

Tipicamente envergonham de seus problemas alimentares e procura ocultar seus sintomas; Geralmente às crises bulímicas ocorrem em segredo que prosseguem até que o individuo se sinta desconfortável ou com grandes prejuízos na sua vida social.  Essas podem tipicamente ser desencadeadas por estados de humor disfóricos, estressores interpessoais, intensa fome após restrições de dietas, ou sentimentos relacionados a peso, forma do corpo e alimentos.

Geralmente pessoa que tem esse tipo de transtorno valoriza muito a forma do corpo e o peso, com percepção física distorcida e dificuldade em identificar as suas próprias emoções e sentimentos. Podem apresentar também baixa autoestima, ansiedade, baixa tolerância a frustração, e altos padrões de beleza.

Para qualificar o transtorno, a compulsão periódica e os comportamentos compensatórios inadequados devem ocorrer, em medida, pelo menos duas vezes por semana por três meses. Por isso, quando identificado é importante a necessidade de psicoterapia.